sábado, 4 de julho de 2009

Off



Esse é um post extra desta semana. Já aviso que o texto a seguir é gigante e não tem nada a ver com Puny Parker. Os extras da primeira temporada continuam normalmente na semana que vem.

Faz pouco mais de três meses que eu terminei um namoro. Meio que por coincidência, foi mais ou menos na mesma época em que eu separei o Puny da Pequena MJ e ela teve suas tirinhas solo.. Só pra te situar, terminamos num sábado à noite. A gente não tava se entendendo já tinha umas duas semanas, a gente não tava no momento certo, não tava sabendo lidar com umas mudanças e terminamos. Ok, todo mundo já passou por isso. E é aqui que começa minha história.

Assim que a gente terminou, eu tinha uma certeza: ela ia voltar pra mim. Podia demorar uma semana, um mês.. fato, ela ia voltar. Por que eu tinha tanta certeza? Porque isso sempre acontece. Mesmo quando eu nem imaginava que pudesse acontecer, principalmente quando eu nem imaginava que isso pudesse acontecer, elas sempre voltavam. Sério, por mais que eu tivesse tido um quase-namoro péssimo de dois meses com uma menina, dali a alguns dias ela ia querer voltar. Mas dessa vez não. O tempo foi passando e justamente por essa vez eu ter certeza, isso não aconteceu.


Como eu disse, o tempo foi passando e isso dela não querer voltar começou a me incomodar. Um mês e meio depois da gente terminar eu comecei a raciocinar sobre essa situação. Por que justo com ela isso não tava funcionando? Por que ela não voltava? Quê que eu faria pra ter ela de volta? Eu realmente queria ela de volta? Por quê? Num momento bem racional de minha parte, eu pensei em quatro opções que podiam responder essas perguntas:

a) Na verdade eu não queria ela de volta, eu só queria que ela quisesse voltar pra mim. Uma questão de orgulho, ou pra manter a tradição, sei lá...
b) Eu queria ela de volta porque eu não queria ficar sozinho.
c) Eu queria ela de volta porque eu sentia que a gente ainda tinha mais coisa pra viver juntos. Que não era hora de terminar ainda.
d) Eu queria ela de volta porque eu realmente gostava dela.


Fiquei um tempão dividido entre as duas primeiras opções. Sendo bem sincero comigo mesmo, lembrando do que eu vinha pensando, pensando em fazer e fazendo naquelas dias, elas faziam mais sentido pra mim. Elas pareciam ser minhas respostas.
Semana passada encontrei por acaso com essa minha ex-namorada aqui perto de casa. Era sábado à noite, eu tava voltando pra casa todo mulambento de calça rasgada e camisa velha e ela tava num bar toda arrumadinha com uns amigos. A gente se cumprimentou e foi só isso. Chegando em casa contei pra minha irmã que tinha visto ela, daí meio que sem querer, eu sentei no chão do quarto da minha irmã e começamos a conversar.. Minha irmã é uma das pessoas mais geniais que eu conheço, ela é estranha, super talentosa e mesmo que ela passe a maior parte do tempo só me ouvindo falar, conversar com ela sempre me faz bem.
Falei com minha irmã sobre isso que eu tava pensando, sobre elas sempre voltarem quando a gente nem tá pensando nisso e dessa vez, justamente por eu contar com isso, não aconteceu. Falei sobre esses meus pensamentos de porquê eu poderia querer ela de volta frisando as duas primeiras opções e depois de um bom tempo conversando comecei a lembrar de toda minha relação com essa minha ex-namorada. Eu lembrei de tudo, desde o começo, fiquei um tempão falando e minha irmã ouvindo.
Depois de três meses naturalmente evitando pensar nisso porque tinha acabado e não ia ser legal pensar nisso, eu finalmente parei uma hora e lembrei de tudo. Lembrei do nosso começo despretensioso, lembrei de como ela foi me conquistando aos poucos, lembrei do exato momento em que eu me apaixonei por ela, lembrei dos nossos primeiros encontros, principalmente do terceiro. Lembrei de como ela foi acabando com minha resistência e como eu fui desconstruíndo preconceitos dela. Lembrei de todas as cartas que eu escrevi e que eu recebi sem precisar ler elas. Lembrei de tudo que não foi dito na hora certa. Lembrei da noite em que a gente começou a namorar oficialmente, de como no dia seguinte eu ficava lembrando dessa noite anterior e parecia que eu tava bêbado ou sonhando de tão surreal que tinha sido tudo. Lembrei de como minha vida começou a andar depois que eu a conheci (tipo o Rocky com a Adrian, sabe?) e de como continuou andando depois que a gente terminou. Depois disso, lembrei dos momentos em que eu não gostei dela tanto assim, me esforcei e consegui lembrar de quatro momentos. Foi mais ou menos uns trinta minutos falando de coisas boas e uns dois me esforçando pra pensar em porque eu deveria não gostar dela. E finalmente tô começando a chegar no ponto que eu queria chegar com esse texto.
Por mais que eu tentasse, eu não me via dizendo um não pra ela, nem mesmo um talvez caso ela quisesse voltar comigo.. fato, eu queria ela de volta , o que eliminava a letra (a).
Umas oportunidades que eu nem quis aproveitar nesses três meses eliminavam a opção (b). Eu não queria ficar com qualquer uma. Nunca fui assim. Demorei pra caramba pra namorar de novo depois que terminei com minha primeira namorada. Não queria ficar com ninguém que não fosse tão legal quanto ela. Fora que eu sempre fiquei muito bem sozinho. Geralmente eu sou bem mais esperto e produtivo assim, solteiro.
Lembrando de tudo, eu vi que a gente tinha muita coisa pra viver juntos sim, mas que também não era essa letra (c), já que lembrar do passado me fazia sentir tão bem.
Naquela noite, no quarto da minha irmã, depois de toda essa conversa, uma coisa ficou clara pra mim. Eu a queria de volta por que eu realmente gostava dela (d).
Eu gosto dela e quero que a gente fique juntos.
Ok, essa seria a hora clichê em que eu diria, ‘agora que eu sei disso, farei de tudo pra que ela volte pra mim’, certo? Nah, isso só dá certo em comédia romântica. Eu penso que, se um dia, ela quiser voltar pra mim, vai ser por ela, independente de qualquer gracinha que eu fizer ou falar. Outro pensamento clichê que poderia partir dessa minha cabeça acostumada a filmes e seriados adolescentes seria o nobre ‘agora que eu sei disso eu vou esperar por ela pra sempre’, certo? Mas sorry, eu não sou uma putinha que fica choramingando pelos cantos ouvindo Fresno no canto do quarto, ou que fica ligando pra ex-namorada pra sondar o terreno ou implorando pra voltar. Não, e esse é exatamente meu ponto aqui. A certeza que eu tenho é que eu amo minha ex-namorada. E pronto. Eu não posso contar que ela vai voltar um dia. E eu nem preciso. Eu quero que a gente volte, claro, mas eu vou continuar vivendo minha vida do meu jeito, e ela a vida dela, do jeito dela. Talvez a gente fique junto um dia, talvez não. O que eu sei também é que se ela não voltar, minha próxima namorada vai ter que ser muito incrível pra chegar no nível da Rafinha, essa ex. Pra fazer eu me sentir realmente especial como ela fazia. Essa futura namorada não vai precisar ser perfeita pra mim, a Rafinha não era, na verdade ela tava longe disso. Mas nossas diferenças me faziam bem. Me faziam pensar sobre as coisas.
A certeza que eu tenho é que eu amo a Rafinha. E, mesmo meses depois de ter terminado, a lembrança disso faz bem. Porque isso é real, é forte, é meu e hoje, pra mim, isso é suficiente.


Eu avisei que o texto não tinha nada a ver com Puny Parker.. talvez tenha pra quem se identifica com o personagem, pra quem passou metade da sua vida tendo paixões platônicas como a dele, pra quem tá acostumado a esconder seus sentimentos bem, bem escondidos. Pra quem fez a mesma cara de ‘que absurdo’ que o Charlie Brown fez quando ouviu que era melhor 'ter amado e perdido do que nunca ter amado'. Esse texto tá aqui porque eu realmente não tinha outro lugar pra escrever ele. E como estamos na entre safra de tirinhas, acho que tem pouca gente vindo aqui e vocês não iam se importar. Esse texto tá aqui porque minha ex-namorada não frequenta este blog e, que eu saiba, nenhum amigo dela vem aqui também, então provavelmente ela nunca vai ler isso. Esse texto é pra mim, pra eu me lembrar um dia que eu também tenho meus raros momentos de maturidade e reflexão. E pra quem teve paciência de ler tudo até aqui aproveitar pra pensar também sobre o que você quer mesmo, o que vale a pena. O quê que você sente de verdade. É isso que o Puny tá fazendo nesse exato momento.

Vitor Cafaggi


27 comentários:

Ivanney disse...

Vc não está sozinho nessa :-P durante mais de 4 anos fui casado, e estou a mais de 2 divorciado, numa relação de mais de 10 anos, sei o que e Quem quero. Hoje em dia saimos de vez enquando e nos vemos com frequencia, mas "- A gente não tá namorando ein". Hahaha acho q conhecemos demais os defeitos um do outro e temos(ela) um pouco de medo de nos magoarmos/desiludirmos mais. Além de não ter mais como voltar aquela paixão avassaladora e o deslumbre q tinhamos um pelo outro. Vc jah se sentiu FELIZ soh por olhar uma pessoa q nao estah fazendo nada demais e nem sequer "produzida"? Era assim. Bom Boa Sorte p/ vc, q vc ou volte com ela ou encontre alguém. Queremos vc bem e escrevendo/desenhando (SIM, somos interesseiros - hahaha). Abs Ivanney

Christian disse...

Ei, Victor! Primeira vez q comento aqui, apesar de acompanhar seu blog desde o ano passado. Volto mais tarde pra ler seu texto, mas passei rapidinho pra dar os parabéns pelo review que o UniversoHQ fez da primeira temporada do Puny Parker. 4,5 balõezinhos não é pra qualquer um! Abração e fique com Deus!

Alessandro disse...

Acompanho o seu blog já a pouco tempo, mais ou menos desde quando comecei o meu e acabei entrando de cabeça nesse mundo viciante dos blogs.

Seu blog é sensacional. E o texto desse post me pegou despreparado. Mostra a sensiblilidade e a erupção de sentimentos que existem dentro de nós, artistas. No fim, encontramos na arte a forma ideal e ainda assim imperfeita de extravasar esses sentimentos. Achei massa a sutileza dos dois desenhos que você colocou no post.

Desejo-lhe boa sorte e que Deus o ajude a encontrar a pessoa que vai lhe completar novamente, seja ela a Rafinha ou uma outra.

Um grande abraço!

Crimson Ash disse...

Bem, acompanho seu blog faz um tempo e, como disseram, esse post me pegou de surpresa... Não há mais o que dizer que já tenha sido dito acima, mas mesmo assim esse passo racional é muito importante para o ser humano... Parabéns, e que a próxima pessoa para vc seja exatamente quem vc queira ^^

Khronos disse...

Pois é, interessante ver mais gente com mentalidade parecida por ai.
Sai de um relacionamento parecido com o seu, só que foi mais longo, cerca de um ano e 4 meses. E depois da minha fase de tristeza, eu meio que fui deixando de lado, com essa linha de raciocinio. Talvez n fosse a hora certa para estarmos juntos e precisamos ambos, viver mais e crescer um pouco. Ou simplesmente n era algo pra dar certo. Se for o caso, voltaremos um dia, cedo ou tarde.
Eu a amo muito, mas enfim... É continuar com a vida, uma vez que esta n para para esperar. E tudo segue.
Sorte e continue com as tiras. Estamos ae =]

Vini (Visentini) disse...

Eu acredito que todos tem uma história parecida com essa, mas existem várias diferenças em algum ponto. Mas no final é sobre a mesma coisa. Sobre perdas.
E cara, eu tenho uma história dessa tb. Que daria talvez um post maior q esse, talvez. Mas não vale a pena me extender. Só queria deixar uma coisa pra quem passa por isso. Hj eu tenho certeza de que o q é pra ser, será.
Fiquei 3 anos separado da pessoa q eu curtia, sem vê-la, sem falar com ela, nada. Um dia nos encontramos num show, voltamos a namorar apenas por alguns meses e hj somos casados à 3 anos. O resto é história...
Deixa rolar.
As vezes o melhor da festa fica pro final.

Agora, eu acho q o relacionamento do Puny com a MJ vai apresentar grandes emoções, não acham?!

Critico em ascensão disse...

Quem não teve uma historia parecida atire a primeira pedr.
Muito boa a tua reflexão,fez eu refletir tambem.
A Rafinha ou a sua futura namorada vai ter sorte de namorarcom você(no bomsentido,é claro.
Boa Sorte, tanto quanto ao bloge asua vida pessoal.

Edo disse...

me desculpe por invadir sua intimidade, mas foi texto bonito e de palavras fortes...me deu vontade de ler Calvin e ligar para alguem =]

Ásbel disse...

Todo Peter Parker encontra a sua Mary Jane. Mas às vezes alguns também precisam perder sua Gwen Stacy antes.

Eu fui mal e cruel com a minha MJ. Vou ligar pra ela e me desculpar.

Thyago disse...

bem, eu terminei meu namoro, eu não iria querer voltar e ela tb não, tanto é que ela já começou um novo namoro XD (jah se passaram o q... 2 anos?)

eu tb sei o que quero para mim e acho q tenho essa mesma atitude, de continuar vivendo minha vida sem ficar na fossa XD.

é bom ver que você não é mais um da geração atual de "fico na merdinha mimimi"

xadrez! disse...

puts vitor!!
cara vc realmte nao ta sozinho nessa!
acho q todos passamos por isso, e realmente que meu super-talentoso-futuramente-rico-e-ja-famoso professor de desenho consiga a pessoa q ama de volta!!
espero q vc seja realmente feliz com ela, e espero q algum amigo dela ou até mesmo ela entre no seu blog
cara, eu gosto do emsmo menino a cinco anos!! O>O desda a quinta serie!!
e tipo ele simplesmente f]vira e fala: "sinto muito, debora, nao gosto de vc porque voce gosta de mim"
simples assim! imagine ouvir isso durante cinco anos e nao conseguir esqucer a &¨$#%$%$% do menino!!
entao eu realmente espero do fundo do meu coração que vc consiga ser feliz com sua ex namorada!
talevz as coisas nao acontecem do jeito q a gente quer (nunca acontecem) e a gente tem q aprender a coniver com isso (infelizmente)
se vcs nao puderem voltar sejam amigos
EU prefiro ser amiga do cara q eu amo do que viver esperando mais que amizade e nao tendo nada!!
boa sorteeeee, teacher!!

Sky disse...

Repito o que o Ásbel disse...

“Todo Peter Parker encontra a sua Mary Jane. Mas às vezes alguns também precisam perder sua Gwen Stacy antes”.

Queria poder comentar algo mais mas não dá, não hoje...

Felicidades!

E foi bom? disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
E foi bom? disse...

Bom, eu ia mandar um e-mail, mas seu texto acabou virando referência pro meu post.

O amor é foda e sei disso por gostar demais e praticamente viver pra ter sentimento.

Foi legal vc desabafar no blog, agora só falta uma tira com o Parker dando conselhos pra vc :)

Se puder ver, ficaria feliz
http://efoibom.blogspot.com/2009/07/elas-nao-ligam-mais-pra-nos.html

Abrass!

thiago navarro disse...

Pois é, acho que dizer que você não é o único no mundo a passar por isso seria muito egoísta.

Os aprendizados são feitos sozinhos, não com pessoas dizendo o que temos de fazer.

Geralmente, como você mesmo disse, é após horas de reflexão que chegamos onde queremos... e você teve a sua resposta colocando tudo numa balança e eliminando opções.

Pois bem, boa sorte, só acho que as vezes, as coisas só dão certo quando corremos atrás. Mas como disse, conselhos de nada servem, ou servem, pra mostrar qual a opção mais correta em meio a milhões de outras opiniões.

Capitão Estrelar disse...

Acho que a gente aprendeu essa coisa de amor eterno com novelas melosas e filmes pipoca. Amor se pratica, não se espera.

Uchoinha disse...

Lindo texto. gostaria de poder falar mais sobre ele, o quanto tb me encaixo nesse perfil "Peter Parker", mas não ando no humor de muito falatório por motivos bem similares. É lindo, e já basta. Deveria existir mais pessoas no mundo capazes de sentir e pensar assim.

Pati disse...

O texto ficou uma graça, mas, olha, eu sou uma putinha egoísta. "Eu amo e é tudo que preciso" NUNCA me confortou.

Eu vou sofrer, eu vou chorar, vou ouvir música melosa e rolar na cama de dor no coração, vou escrever lamúrias no blog, vou tomar um porre e mandar SMS que não devia, vou deletar, excluir do meu orkut e bloquear no MSN, vou fazer todas as coisas mais estúpidas e não-recomendáveis mas that's how I grieve! E esse ciclo imbecil continua até que eu acordo um dia e penso 'pronto, já deu, não gosto mais'. Mas até lá, é uma longa estrada de sofrimento e perda de peso.

Muito nobre, esse seu sentimento - se é que é assim mesmo e não foi só um momento de reflexão no blog. Eu ainda dou chilique de paixão.

Pedro disse...

Cafaggi, realmente não é fácil passar por uma situação dessas. Mas eu te elogio muito pela atitude. Conforme li o post, você me surpreendeu com essa decisão, que além de difícil, costuma ser muito criticada por pessoas que observam. Bem, concordo em gênero, número e grau contigo e espero que você continue leal a seus princípios. Pra te falar a verdade, eu me emocionei, porque esse foi o melhor post que eu li em tempos, dada a forma como você exprimiu tudo isso com a maior sinceridade. E é por isso que eu gosto tanto do seu blog.
Um grande abraço, e pode deixar que eu te mando as fotos o mais rápido que eu puder.

snikt!!! disse...

Caraca velho curti pra caraca esse depoimento, passei pela mesma situação a uns 10 anos atrás, mas depois disso conheci uma pessoa super especial que me ama de verdade, casei e tenho dois lindos filhos.

Guilherme dos Reis disse...

Por que tem sempre de ser elas a voltarem? A manifestar que querem tentar de novo? Se você chegou a conclusão de que a ama, meu caro, não é humilhação se expressar para ela. Mesmo que não dê em nada. Algumas coisas a gente deve fazer não tanto pelo resultado em si, mas para que nos distanciemos um pouquinho da pessoa que já somos e nos aproximemos um pouquinho mais da pessoa que queremos ser. É difícil, mas tentar já é uma conquista. Eu pelo menos me sinto assim... Abraços e boa sorte!

Daniel disse...

vc é parecido comigo .. passei por uma situaão parecida com a sau a anos atras.. é o que vc falou realmente.. cada palavra.

sajunior disse...

Cara...
Descobri seu blog ontem... e foi uma das melhores sacadas em quadrinhos que eu já vi desde o século passado (pois é... somos homens do século passado kekekekek).
A beleza está na simplicidade da argumentação, que passa ao leitor aquele que da criança que todos fomos e tentamos manter, ainda que internada no UTI da maturidade, à custa do balão de oxigênio da inocência.
Brilhante.
Espero que continue assim, nos lembrando daquela fase áurea da vida, onde o mundo é do tamanho da nossa imaginação e a alegria está sempre nas coisas de pouco valor econômico.
P.S. Admirei seu texto e lhe digo, por experiência própria, que nenhuma situação deve ser forçada. Se você fizer por onde (pode parecer piegas - céus, será que alguém ainda usa esta palavra?), Deus proverá. Tenho sempre comigo um pequeno provérbio que me guia pela vida: "tudo acontece no seu devido tempo."
Um abraço e muitas felicidades.

Anderson Butilheiro disse...

Ei Vitor...

Então, cara, eu tinha que vir aqui pra ler isso outra vez. Acompanho o blog há um bom tempo e sou fanzaço do Parker (e agora do Puny Parker)... Lembro de quando li pela primeira vez esse post, de como me senti pois também tinha acabado de terminar meu namoro. Não entendi muito bem todos os sentimentos seus na época porque eu ainda tva sentindo um misto de raiva com angústia, medo, sei lá...

Fato é que só essa semana parei pra pensar em tudo, 4 meses e meio depois de terminar, e sabia exatamente o que eu precisava ler!! Era esse seu post... E como ele fez sentido pra mim agora! Cada pensamento seu, reflexão, tudo é exatamente igual o que tô sentindo esses dias e, sei, não é recaída, fossa atrasada ou coisa assim! De fato sei o que sinto e o que quero, porém, fico exatamente como você: na expectativa do que acontece em seguida... Como um dos rapazes por aí disse, "tudo acontece ne seu devido tempo"!!

Fiquei espantado, voltando aqui, com a quantidade de posts masculinos, de caras que tão se espressando sem medo de serem julgados... Acho legal a gente ter a liberdade de fazer essas coisas sem ser taxado de boiola ou coisas do tipo. Afinal, também temos sentimentos...

Só queria te parabenizar, mais uma vez, pelo excelente trabalho com o Puny e suas histórias cada vez mais inteligentes e cheias de referências que me lembram bons tempos de infância!!

Abraços

Heloíza disse...

Eu estava/estou namorando hoje, a exatamente, 2 anos e 4 meses e, estamos brigados. Seriamente brigados. Eu tenho 20 anos, ele tem 21. Ele faz engenharia, eu faço museologia, eu moro com minha mãe, ele mora sozinho, ele é carioca, eu sou pernambucana. Somos extremamente diferentes. E ontem, depois da nossa homérica não briga, não conversa, da minha insensibilidade e da covardia dele, eu li essa texto. Depois de dois anos de dedicação, ele disse as palavras erradas, teve as atitudes erradas. E cá estou eu, me sentindo como a Dama nos primeiros quadrinhos do valente. Sem saber o que eu sou, ou o que aconteceu, enfim. Acho que a gente se sente meio vazio. Eu conversei com a minha irmã também (queria que ela fosse como a sua irmã, mas ela não é a pessoa mais sensível do mundo, nunca se apaixonou de verdade e nem quer) e acabei numerando as opções. Ou eu espero ele fazer algo. Ou eu faço algo. Ou nenhum dos dois faz e fica por isso mesmo. Eu estava bem convencida que a primeira opção jamais aconteceria. A segunda, eu quero me convencer que não acontecerá. E a terceira, bem, a terceira me assusta. Hoje pela manhã ele me mandou um email dizendo que havia chorado. E que não sabia o que fazer. Enfim. Eu me sinto meio fraca agora. Nós moramos perto, temos os mesmos amigos, compartilhamos as mesmas coisas. O que vai ser de mim agora?
Enfim, escrevi um livro no comentário, mas é que eu gostei muito do texto (e do Puny e do Valente) e me identifiquei ao ponto de desabafar com alguém. E aqui. E agora.

Espero que dê tudo certo pra você (digo, esse post é de 2009, já deve ter dado!) e para mim.

Luciana d'Anunciação disse...

Que lindo!

Vy disse...

comecei a ler esse blog por acaso, a umas duas semanas... nunca tinha comentado no blog, mas enfim, precisava passar aqui pra dizer... espero que o hoje seja melhor do que o ontem =)